O secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, deslocou-se ontem, dia 24 de agosto, a Vouzela para presidir à inauguração dos passadiços do Castro de Ribamá e do Centro de Recursos do Património Cultural, numa deslocação que contou também com a presença do secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira.
A visita começou nos Paços do Concelho, seguindo-se a inauguração, na freguesia de Queirã, dos passadiços do Castro de Ribamá, integrados num percurso pedestre com cerca de dois quilómetros.
A intervenção teve um custo de 137 mil euros, foi promovida através do PDR 2020 e cofinanciada pelo FEADER, no âmbito do Portugal 2020.
Para o presidente da Câmara de Vouzela, o projeto permite valorizar um dos mais antigos testemunhos da presença humana no território e criar melhores condições para a sua visita.
“O Castro de Ribamá é um testemunho vivo das raízes mais antigas da nossa identidade coletiva”, afirmou, considerando que a intervenção permite tornar o local “acessível a todos: aos visitantes, aos investigadores, às famílias e às gerações futuras”.
Durante a tarde, a comitiva deslocou-se à zona industrial de Monte Cavalo, onde foi inaugurado o Centro de Recursos do Património Cultural de Vouzela, um projeto orçado em cerca de 143 mil euros.
O novo equipamento inclui um Gabinete de Arqueologia, um Depósito de Reservas do Museu Municipal e um Depósito de Arquivo temporário.
Na área da arqueologia, o centro dispõe de um espaço para depósito de materiais e de uma área laboratorial destinada ao tratamento, classificação e estudo dos achados provenientes das escavações e prospeções realizadas no concelho.
O projeto dá continuidade ao trabalho de investigação desenvolvido pelo município em parceria com as universidades do Algarve e Nova de Lisboa e permite assegurar a permanência em Vouzela do espólio arqueológico resultante das intervenções realizadas no território.
O Depósito de Reservas do Museu Municipal destina-se à recuperação, organização e inventariação da maquinaria e dos acessórios tipográficos existentes, enquanto o espaço de arquivo temporário pretende dar resposta à organização da documentação municipal e lançar as bases para a criação do futuro Arquivo Municipal de Vouzela.
“Este Centro é muito mais do que um espaço físico: é um verdadeiro pólo de conhecimento, de memória e de identidade”, disse o presidente da Câmara.
Segundo o autarca, o objetivo passa também por estabelecer uma ligação com as escolas, universidades, investigadores, associações e população, através do trabalho desenvolvido nas diferentes áreas do centro.
A deslocação do secretário de Estado da Cultura terminou com uma visita à Igreja Paroquial de Cambra, classificada como imóvel de Interesse Público, onde foram abordadas as necessidades de intervenção para a sua preservação e valorização.
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